domingo, 3 de junho de 2007

BÓCIO – Aumento da tiróide

Pode ser designado por papo, papada, papeira, bócio uninodular, caroço na tiróide ou por caroço no pescoço e corresponde a um conjunto de doenças que se desenvolvem na glândula tiróide caracterizadas por um aumento do volume do pescoço, localizando-se na região anterior e interior do pescoço. Este aumento da tiróide pode ser difuso ou nodular conforme a presença ou ausência de nódulos na tiróide, no caso de se tratar de bócio nodular este pode ainda ser uninodular ou multinodular dependendo do número de nódulos, o bócio pode ainda ser tóxico ou atóxico, dependendo se o bócio se faz acompanhar de excesso de produção de hormonas ou défice de produção das mesmas. Assim, se o bócio for tóxico nodular este pressupõe que um ou mais nódulos na tiróide produzem uma quantidade excessiva de hormonas tiroideias. O bócio afecta principalmente mulheres entre os 20 e os 40 anos de idade e atinge cerca de 5% da população mundial.


Nódulo: pequena massa de tecido, geralmente com mais de 5mm de diâmetro. Um nódulo pode crescer a partir da superfície da pele ou formar-se profundamente debaixo da pele podendo ser duro ou mole. No caso dos nódulos da tiróide, tratam-se de verdadeiros tumores benignos hiperfuncionantes.



Quais são as doenças onde se evidencia uma associação com o bócio?

A Doença de Graves é uma doença caracterizada por bócio tóxico (hiperactividade e hipertrofia da tiróide), com produção excessiva de hormonas tiroideias, originando tirotoxicose (situação tóxica resultante do hipertiroidismo) e, por vezes, exoftalmia (proeminência dos globos oculares). Este tipo de doença caracteriza-se por ser uma doença auto-imune.

É de realçar, também, que o aumento da tiróide causado por falta de iodo é chamado bócio Endémico que, quando surge na infância, resulta numa anomalia conhecida por cretinismo, em que não se completa o crescimento nem o desenvolvimento mental ou sexual do indivíduo. Felizmente, o bócio Endémico pode ser facilmente tratado através do aumento do consumo de iodo na alimentação. O bócio ocorre também em vários tipos de tiroidites, entre as quais a tiroidite de Hashimoto e tiroidite de Quervain;

O bócio pode ser provocado por um tumor ou nódulo da tiróide e, em casos raros, por cancro ou pela ingestão de medicamentos antitiroideos, que reduzem a actividade da glândula tiróide.

Como é que o bócio se desenvolve?


A glândula tiróide pode aumentar na puberdade, durante a gravidez ou como resultado do uso de contraceptivos orais, ou seja, sem qualquer distúrbio de funcionamento por parte da tiróide pois, o bócio tanto pode surgir em tiróides hiperfuncionantes ou normais.

Em diversas partes do mundo, o bócio deve-se, essencialmente, à insuficiência de iodo na alimentação. O bócio pode desenvolver-se como consequência de tiroidites (como a de Hashimoto por exemplo), na doença de Graves e noutras formas de hipertiroidismo. O bócio pode ainda ser provocado por um tumor ou nódulo da tiróide e, em casos raros, por cancro ou pela ingestão de medicamentos antitiroideios que reduzem a actividade da tiróide.

Assim, sumariamente podemos concluir que as principais causas de bócio são:

A falta de iodo na dieta, como acontece em regiões carentes deste elemento no meio ambiente, especialmente em regiões montanhosas.

Doenças familiares decorrentes de defeitos nas diversas etapas de síntese das hormonas;

Doenças auto-imunes, nas quais se desenvolvem anticorpos contra a tiróide que podem bloquear ou estimular a produção de hormonas;

Proliferação dos folículos da glândula, formando o chamado bócio colóide;

Tumores benignos cuja origem é desconhecida;

Tumores malignos, que podem apresentar vários tipos de acordo com a sua constituição e que podem ser familiares ou associados à exposição à radiação;

Quais são os sintomas?

Dificuldade respiratória, principalmente quando se elevam os braços simultaneamente;

Dificuldade para deglutir;

Tosse irritativa;

Voz com duas tonalidades;

Rouquidão;

Dilatação das veias do pescoço;

Dor local (muito raramente);

Os nódulos são, em geral, assintomáticos, provocando sintomas locais quando alcançam grandes volumes, contudo, embora raramente, podem provocar dor na parte da frente do pescoço que parece surgir da mandíbula ou da orelha. Caso se trate de um nódulo grande pode provocar alguma impressão ao deglutir e respirar.

Além destes sintomas, o bócio pode fazer-se acompanhar de outros resultantes do aumento ou diminuição da produção de hormonas por parte da tiróide (hipertiroidismo ou hipotiroidismo).

Como faz o médico o diagnóstico?

O médico faz o diagnóstico recolhendo a história clínica do doente e realizando o exame clínico completo, incluindo a palpação ao pescoço e da região onde se torna perceptível o aumento de volume. Palpando o pescoço, o médico vai determinar a localização, tamanho e consistência do nódulo. É importante saber se se trata de um só nódulo ou de vários pois, quando se trata de mais de um nódulo, é habitualmente uma situação benigna chamada bócio multinodular.

A realização de uma ecografia irá permitir saber se há apenas um nódulo ou se são vários, se são sólidos ou líquidos (quistos), se o resto da glândula está maior que o habitual e se as células aparentam estar a funcionar naturalmente. O diagnóstico é também elaborado com base nos níveis de hormonas tiroideias que são obtidas em exames ao sangue.

A partir destas observações, podem ser realizados exames de confirmação que incluem a dosagem das hormonas da tiróide (T3 e T4), a hormona que controla a tiróide (THS), os anticorpos antitiróide (antiTPO, antimicrossomais, antitireoglobulina, TRAB), a ultra-sonografia e a cintilografia da tiróide.

Conforme o parecer do médico pode ser necessário fazer uma citologia aspirativa. Neste exame, também designado de biopsia, as células aspiradas são estudadas ao microscópio por um especialista e é, então, possível saber se se trata de um nódulo benigno, maligno ou se é um nódulo que terá de ser operado para existir a certeza de que o mesmo é benigno. Ocasionalmente, quando se trata de um quisto, é possível aspirar o líquido do seu interior.

Como se trata?

O tratamento irá depender do resultado dos exames efectuados pelo paciente. O tratamento envolve medicamentos para controlar o excesso ou a diminuição do funcionamento da tiróide.

Nos casos de suspeita de tumores da tiróide, está indicada a cirurgia de remoção da tiróide. Após a cirurgia, o doente deve ser avaliado para detectar a presença de resquícios do tumor e se os mesmos existirem, receber tratamento com iodo radioactivo. Nos casos de bócios com manifestações de compreensão das estruturas do pescoço, está indicada a cirurgia de remoção da região em que ocorre o aumento de volume.

Após a cirurgia o paciente deverá ser avaliado, no sentido de se verificar se o mesmo necessita ou não de reposição hormonal com vista a evitar o hipotiroidismo.

Como se previne?

Nos ambientes com deficiência de iodo, o mesmo deve ser administrado através da adição de iodo ao sal de cozinha. No sentido de evitar o aparecimento de tumores, deve ser excluída a radioterapia sobre a tiróide e a contaminação da mesma com radioactividade.

Na medida em que variadíssimas doenças são familiares, ao aperceber-se de que um doente seja portador de uma doença tiroidea (como o caso do bócio), o médico deve analisar o envolvimento familiar da doença, o que poderá levar a solicitar exames específicos para algumas dessas doenças.

Resumindo

DE UM MODO GERAL, vimos que o bócio corresponde a um aumento da glândula tiróide, visível como um inchaço no pescoço.

Em muitas partes do mundo a principal causa do bócio é uma insuficiência de iodo na alimentação, pois a sua deficiência dá origem ao aumento da glândula.

O bócio pode variar em dimensão, desde uma protuberância quase imperceptível até um aumento enorme, dependendo da sua causa. Grandes aumentos podem comprimir o esófago ou a traqueia, dificultando a deglutição e a respiração.

O diagnóstico é elaborado com base na natureza do aumento, os sintomas associados e nos resultados de análises de sangue. O bócio não provocado por doença pode desaparecer naturalmente ou diminuir a ponto de não ser recomendado qualquer tratamento. Contudo, quando o bócio é grande, ou visível exteriormente ou dá origem a dificuldades de deglutição ou respiração, pode ser necessária a sua remoção total ou parcial. Se a deficiência em iodo estiver identificada como causa, o doente deve ser aconselhado a comer mais peixe e sal iodado, que são ricos nesse mineral. Quando o bócio for resultante de doença, o tratamento visará o problema subjacente. Se decorrer de medicamento, o bócio normalmente desaparece assim que acabar o tratamento.




Hipotiroidismo com papo e hipertireóideo com exoftalmia


Hipertiroidismo

É uma perturbação causada pela hiperactividade da glândula tiroideia, a qual produz demasiada quantidade de hormonas T4 e T3, num período curto (agudo) ou largo (crónica).

Causas, Incidência e Factores de Risco

Este problema pode ser causado por:

  • Doenças graves;
  • Tumores cancerígenos da glândula tiroideia ou da hipófise;
  • Tumores nos testículos ou nos ovários;
  • Inflamação (irritação e inchaço) da tiróide, devido a por exemplo, uma infecção viral ou tiroidite (doentes com tiróide que sofrem habitualmente uma fase de hipertiroidismo);
  • Ingestão de quantidades excessivas de hormona tiroideia;
  • Ingestão excessiva de iodo.

Sintomas:

No hipertiroidismo, em geral, as funções do corpo aceleram-se:

  • Coração bate mais depressa (pode, eventualmente, desenvolver um ritmo anómalo e o indivíduo sentir os batimentos do seu coração - palpitações);
  • Aumento da pressão arterial;
  • Intolerância ao calor (muitos doentes com hipertiroidismo sentem mesmo calor em locais muito frios);
  • Pele quente, peganhosa e húmida (os indivíduos suam profundamente);
  • Mãos trémulas;
  • Nervosismo, cansaço e fraqueza;
  • Aumento do metabolismo;
  • Aumento do apetite;
  • Perda de peso;
  • Insónia;
  • Queda de cabelo;
  • Unhas fracas;
  • Frequentes movimentos de intestino e diarreia;
  • Irregularidades na menstruação das mulheres ou ausência desta;
  • Pode apresentar bócio;
  • Náuseas e vómitos;
  • Olhos salientes (exoftalmia);
  • Alterações oculares (edema em torno dos olhos, aumento da lacrimação, irritação, sensibilidade à luz, olhar fixante) – estes sintomas desaparecem quando a secreção de hormonas tiroideias é controlada, excepto nos indivíduos com doenças graves.

Os idosos com hipertiroidismo podem não apresentar estes sintomas característicos, trata-se de um hipertiroidismo apático ou oculto, apenas se tornam fracos, sonolentos, confusos, introvertidos, deprimidos e o ritmo cardíaco aumenta (ritmos anómalos).

Doença de Graves:

A doença de graves pensa-se ser causada por um anticorpo que estimula a tiróide a produzir um excesso de hormonas, trata-se de um distúrbio no sistema imunológico (normalmente protege-nos de invasores externos como vírus e bactérias). Neste caso, os anticorpos ligam-se à superfície das células da tiróide e estimulam-nas a uma super produção de hormonas, resultando uma tiróide hiperactiva.

Sintomas:

  • A glândula da tiróide aumenta de tamanho e provoca uma tumefacção no pescoço (bócio).

  • Olhos muito salientes (exoftalmas), devido a uma substância que se acumula na órbita, juntamente com uma intensa fixidez no olhar e outras alterações oculares do hipertiroidismo. Estes doentes têm mesmo dificuldade ou impossibilidade de mexer os olhos ou coordenar os seus movimentos, levando à visão dupla. Isto deve-se aos músculos que movem os olhos, que deixam de funcionar de uma forma adequada. As pálpebras ao não fecharem completamente, expõem também os olhos a lesões devidas a partículas estranhas e à secura. Estes sintomas podem manifestar-se antes dos sintomas característicos do hipertiroidismo, servindo de pista inicial da doença de graves ou podem manifestar-se ou piorarem depois do tratamento e controlo da secreção excessiva da hormona tiroideia.

Nesta doença, uma substância semelhante à que se concentra por trás dos olhos pode acumular-se na pele, em geral acima das espinhas das tíbias, causando, por vezes, ardor na zona espessada, que fica vermelha e dura à palpação, tal como no depósito atrás dos olhos, estes problemas podem começar antes ou depois dos outros sintomas do hipertiroidismo.

A doença de graves é responsável por 85% de todos os casos de hipertiroidismo.

Hipertiroidismo Secundário:

Em casos pontuais, um tumor hipofisário que segrega demasiada hormona estimulante da tiróide, a qual por sua vez estimula a hiper produção de hormonas tiroideias, pode ser a causa do hipertiroidismo. Uma outra causa rara de hipertiroidismo é a resistência hipofisiária à hormona tiroideia, que resulta numa hipófise que segrega demasiada hormona estimulante de tiróide.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito com base nos sintomas durante um exame clínico habitual e é confirmado por testes de laboratório que medem a quantidade de hormonas tiroideias (T3 e T4) e das hormonas estimuladoras da tiróide (TSH) no sangue.

Pode ainda ser necessário um mapeamento da tiróide para confirmar se toda a massa está hiperactiva ou um outro teste chamado TRAB.

A presença de doença ocular, um aumento da tiróide e um historial da família com problemas de tiróide sugerem a Doenças de Graves.

Sinais e Exames:

O exame físico da tiróide pode revelar aumento da tiróide – bócio. Os sinais vitais (temperatura, pulso, frequência respiratória, pressão sanguínea) mostram aumento da frequência cardíaca. A pressão sanguínea sistólica (o primeiro valor numa leitura de pressão sanguínea) pode estar elevada.

Os exames de laboratório, como a dosagem de hormona TSH produzida pela hipófise e das hormonas T3 e T4 produzidas pela tiróide, podem diagnosticar o hipertiroidismo, caso o valor de TSH seja baixo e os valores de T3 e T4 sejam altos.

Tratamento:

O tratamento varia dependendo da causa do hipertiroidismo e da gravidade dos sintomas.

Normalmente, são administrados medicamentos antitiroideios, iodo radioactivo (que detêm a produção excessiva de hormonas) ou realiza-se uma cirurgia (tiroidectomia) para extrair a glândula da tiróide.

Em caso de tiroidectomia total (tratamento com iodo radioactivo) é necessário a administração de hormona tiroideia para o resto da vida.

Expectativas (Prognóstico):

O hipertiroidismo causado pela doença de graves é geralmente progressivo e tem muitas complicações associadas, algumas das quais são graves e afectam a qualidade de vida.

Entre as complicações podem-se mencionar as causadas por tratamentos como o recurso ao iodo radioactivo, cirurgia e medicamentos de substituição das hormonas tiroideias. No entanto, o hipertiroidismo é normalmente tratável e quase nunca é mortal.

Complicações:

  • Complicações cardíacas, como: frequência cardíaca rápida, insuficiência cardíaca e fibrilação auricular;

  • A crise tiroideia ou a tempestade tiroideia é um agravamento agudo dos sintomas de hipertiroidismo que pode suceder com infecção. Normalmente os sintomas são de febre, diminuição da agudeza mental e dor abdominal, a qual requer hospitalização imediata;

  • O hipertiroidismo aumenta o risco de osteoporose;

  • Na cirurgia podem ocorrer complicações, incluindo na cicatrização;

  • Uma outra complicação pode estar relacionada com o restabelecimento das hormonas tiroideias. Se se administrar pouca hormona, pode-se apresentar sintomas de insuficiência tiroideia como fadiga, aumento de níveis de colestrol, aumento de peso leve, depressão e diminuição da actividade física e mental. Se se administrar demasiada hormona, os sintomas de hipertiroidismo voltam a aparecer.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Hipotiroidismo




Quando o organismo produz tiroxina em quantidade insuficiente, o metabolismo abranda e fala-se então de hipotiroidismo, uma das principais patologias que afectam a tiróide, sendo assim, o hipotiroidismo é uma síndrome clínica relativamente comum que resulta de uma deficiência da produção de hormonas da glândula da tiróide.
O Hipotiroidismo pode ser classificado em dois tipos: primário, quando há um defeito ou destruição da própria tiróide, e secundário quando a causa resulta de problemas associados à hipófise ou ao hipotálamo. A maior parte dos casos é de causa primária, sendo as causas secundárias raríssimas.
Os sintomas de hipotiroidismo manifestam-se progressivamente.
A rapidez da terapia é crucial nas crianças com um defeito congénito: se o tratamento for efectuado nos três primeiros meses de vida, são evitados outros problemas decorrentes do hipotiroidismo congénito tais como o cretinismo e o nanismo.
A maior parte dos casos de hipotiroidismo resulta do desenvolvimento orgânico de anticorpos, por parte do organismo contra a sua própria glândula tiróide, com uma redução consequente na produção de hormonas tiroideias. A tiroidite de Hashimoto é um exemplo deste fenómeno.
Sendo esta uma das causas mais frequentes existem também outras como o tratamento de hipertiroidismo (o tratamento com iodo radioactivo); a remoção cirúrgica, parcial ou total, da tiróide; doenças inflamatórias ou imunológicas de que são exemplo as tiroidites; certos medicamentos receitados para tratamento da depressão e de arritmias cardíacas.
Em muitos países em vias de desenvolvimento a causa mais frequente é a carência de iodo na dieta alimentar, que produzirá um aumento do tamanho da glândula, reduzindo o seu rendimento (bócio hipotiróideo).
A falta de TSH, que surge em certas doenças cerebrais, é uma das causas raras de hipotiroidismo assim como algumas doenças herdadas, em que uma anomalia enzimática nas células da tiróide impede que a glândula produza ou segregue quantidade suficiente de hormonas tiroideias. Outras perturbações ocorrem quando o hipotálamo ou hipófise não produzem hormonas na quantidade suficiente para estimular o funcionamento normal da tiróide.
Geralmente, o hipotiroidismo não é grave. A única complicação que pode por em perigo a vida do paciente é o coma resultante do hipotiroidismo.
Esta implicância é mais frequente nas pessoas que vivem em climas frios e não se tratam adequadamente.
As pessoas que tem mais possibilidades de apresentar ou desenvolver hipotiroidismo são: mulheres, especialmente acima dos 35 anos, homens acima dos 65 anos, mulheres em período pós-parto (seis meses após o parto), pessoas que já tiveram patologias da tiróide anteriormente, pessoas com história familiar de doenças auto-imunes da tiróide (por exemplo a tiroidite de Hashimoto), pessoas que apresentem outras doenças auto-imunes como: Diabetes Tipo I, Lúpus e Artrite Reumatóide; pessoas que tiveram em tratamento de radioterapia de cabeça e pescoço e pessoas em uso de lítio ou amiodarona.
Um grande número de indivíduos apresenta sintomas vagos de cansaço e desânimo, atribuindo-os de forma errada, como sendo próprios da idade.
Tanto homens como mulheres podem desenvolver hipotiroidismo.

Sintomas

As hormonas tiroideias são fundamentais para o normal funcionamento do nosso corpo e a sua falta a nível dos tecidos e órgãos provoca o aparecimento de sinais que podem ser mais ou menos evidentes, dependendo do grau do hipotiroidismo e do seu tempo de evolução. Em acentuado contraste com o hipertiroidismo, os sintomas do hipotiroidismo são subtis e graduais e podem ser confundidos com uma depressão.

Os sintomas referentes ao Hipotiroidismo são:


- expressões faciais toscas,
- voz rouca,
- audição lenta,
- pálpebras caídas,
- olhos e a cara inchados e salientes,
- aumento do peso,
- prisão de ventre,
- intolerância ao frio,
- cabelo ralo, áspero e seco,
- pele áspera, grossa, seca e escamosa,
- irregularidades menstruais,
- diminuição da fertilidade,
- diminuição da capacidade para o trabalho,
- síndrome do canal cárpico, provocando formigueiro ou dor nas mãos,
- pulso mais lento,
- palmas das mãos e as plantas dos pés aparecem um pouco alaranjadas (carotenemia)
- parte lateral das sobrancelhas solta-se lentamente,
- diminuição do apetite,
- sonolência;
- falência do coração (insuficiência cardíaca) e mesmo coma, nos casos mais graves

Os idosos, homens ou mulheres, são vulneráveis à diminuição da função tireoidiana, portanto, é importante o exame anual para determinação do nível do TSH após os 50 anos.
Pessoas que trataram hipertiroidismo quando jovens, apresentam maior probabilidade de apresentar hipotiroidismo no futuro.




Localização de alguns sintomas no corpo.



Diagnóstico

No passado, o hipotiroidismo era, em geral, diagnosticado quando já estava em estágio avançado. Hoje, a sensibilidade dos novos testes laboratoriais possibilitam o diagnóstico em fase muito precoce.
O problema no diagnóstico é quase sempre uma falha em suspeitar que os valores das análises se devam à toma de determinados medicamentos e não a uma alteração resultante de patologias da tiróide.
Um nível elevado de TSH pode ser um indício de hipotiroidismo. Quando existe um hipotiroidismo clínico incontestável com T4 claramente baixo, mas uma concentração normal ou deprimida de TSH, o diagnóstico provável é de hipotiroidismo secundário, ou seja, um hipotiroidismo resultante de um mau funcionamento da hipófise e não da tiróide.
As concentrações séricas de T3 e a captação de Iodo Radioactivo pela tiróide não são úteis no diagnóstico do hipotiroidismo.
No recém-nascido, deve ser realizada a triagem neonatal através do teste do pezinho.
No adulto, o diagnóstico é estabelecido pelas dosagens de T4 e TSH, e se as mesmas estiverem alteradas (T4 baixo e TSH elevado), deve ser investigada a causa do problema através da pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO), antimicrossomais ou antitireoglobulina, que demonstrarão a causa auto-imune do distúrbio. Em pacientes com cirurgia prévia, além dos anticorpos, pode ser realizada também a pesquisa do resíduo de tecido tiróideo remanescente através da ultra-sonografia ou da cintilografia de tiróide. Deve ser também analisado o perfil lipídico do paciente, uma vez que ocorre severa dislipidemia associada ao estado de hipotiroidismo.


Tratamento

É indispensável tratar o hipotiroidismo, pois a falta de tratamento pode ocasionar sérios danos para a saúde. Os riscos da falta de tratamento do hipotiroidismo diferem de pessoa para pessoa.
Crianças e adolescentes com hipotiroidismo podem ter o seu desenvolvimento mental e físico seriamente comprometido, se não forem tratados prontamente.
Nos adultos, as consequências do não tratamento do hipotiroidismo podem provocar considerável desconforto ou incapacidade. Se o hipotiroidismo for acentuado, o não tratamento pode resultar em alterações mentais e cardíacas de maior gravidade.
Como a maioria dos casos de hipotiroidismo resulta de danos irreversíveis da glândula tiróide, não existe tratamento que proporcione cura definitiva.
A quantidade (dose) de medicamento necessário varia de doente para doente e tem que ser periodicamente acertada pelo Endocrinologista de acordo com o exame clínico e os resultados das análises hormonais porque as necessidades podem variar ao longo da vida. Durante a gravidez, por exemplo, as doses têm frequentemente que ser aumentadas. A prescrição de doses superiores ou inferiores às necessárias têm inconvenientes para a saúde.


Hipotiroidismo Subclínico

O que caracteriza o hipotiroidismo subclínico é a associação do aumento da TSH com a presença de níveis normais da T4.
O hipotiroidismo subclínico é normalmente assintomático (sem sintomas) e o diagnóstico é feito em doseamentos hormonais de rotina com ou sem associação a vagos sintomas clínicos. No exame clínico a tiróide pode não ser palpável ou ter ligeiro aumento do volume. As causas mais frequentes do hipotiroidismo subclínico são a doença auto-imune da tiróide e o tratamento insuficiente do hipotiroidismo. As outras causas, menos frequentes, são: tratamento do hipertiroidismo (durante ou após), tiroidite do pós-parto, tratamento com amiodarona, citoquinas, iodo e lítio.
A idade, o sexo feminino e a presença de anticorpos antitiroideus estão associados com a maior prevalência do hipotiroidismo subclínico e com a sua evolução para hipotiroidismo. A progressão anual para hipotiroidismo clínico é de cerca de 5% na mulher com anticorpos antitiroideus positivos e TSH elevada.
A necessidade de fazer o rastreio do hipotiroidismo subclínico tem sido tema de debate e controvérsia. É hoje consensual fazer o rastreio em todas as mulheres após os 50 anos de idade, na mulher grávida que apresenta bócio ou outras doenças auto-imunes e história familiar de doença da tiróide.


Hipotiroidismo congénito

O Hipotiroidismo Congénito (HC), é a causa mais comum de retardo mental evitável, decorrente da ausência ou deficiência da secreção da hormona tireoidiana.
Há cerca de 30 anos vários programas de triagem para o HC tem-se desenvolvido no mundo com o objectivo de tornar-se possível a realização de diagnóstico e tratamento precoces da doença, evitando as suas consequências. Cerca de 1 em 4.000 recém-nascidos (RN) triados possuem Hipotiroidismo Congénito.


Classificação do Hipotiroidismo Congénito

O Hipotiroidismo Congénito pode ser primário, secundário ou terciário. Os dois últimos são também denominados de HC central e são provocados por lesões congénitas na hipófise ou no hipotálamo, respectivamente, mas estas formas são muito raras.
O HC primário é causado por anomalias na formação ou na função da glândula tiróide que podem ser permanentes ou transitórias. As formas permanentes são as mais importantes por serem mais frequentes e pelo facto de necessitarem de tratamento para toda a vida.



Hipotiroidismo Congénito Primário Permanente

As formas permanentes são responsáveis por cerca de 85% dos casos de HC, estas são causadas por anormalidades na formação da glândula tendo, portanto, a possibilidade de ocorrer em irmãos embora a probabilidade disto acontecer seja quase nula.
Outra causa importante do HC primário permanente são os defeitos de síntese hormonal, que se devem a factores hereditários daí que se deva fazer o aconselhamento genético aos pais mostrando a possibilidade de novos casos na família e a importância redobrada do diagnóstico logo ao nascimento.

Transitório

As formas transitórias são menos frequentes no HC primário e podem ser provocadas principalmente pela insuficiência ou excesso de iodo materno, fetal ou no recém-nascido, outra das suas causas deve-se à passagem transplacentária de drogas antitireoidianas ou de auto-anticorpos maternos. Apresenta-se às vezes com bócio. Podem ser de curta duração, mas normalmente necessitam de tratamento que tem sido até aos três anos.


Diagnóstico Clínico

As manifestações clínicas dependem da idade do diagnóstico do Hipotiroidismo e da intensidade da deficiência hormonal.
Diagnóstico Laboratorial
Os exames laboratoriais utilizados no HC são as dosagens de TSH e T4 livre, para a confirmação e acompanhamento da doença. Os exames para esclarecimento da etiologia são, normalmente, ultra-sonografia e exames com iodo.






Hormonas tiroídeias


Hormonas: as hormonas são substâncias proteicas ou derivadas do colesterol. O mecanismo de acção da maior parte delas não está completamente esclarecido, sabe-se que aceleram ou retardam as trocas químicas nas membranas celulares sem dar lugar a novas trocas. Grande parte das hormonas são segregadas pelas glândulas endócrinas e são transportadas pela corrente sanguínea para exercer a sua acção em partes distantes do corpo.
As hormonas são substâncias de natureza química que regulam funções vitais dos organismos, sejam estes animais ou vegetais. O termo hormona foi criado no início do século XX, para descrever uma substância segregada em células intestinais e transportada pelo sangue até ao pâncreas. As hormonas são elaboradas essencialmente pelas glândulas endócrinas, sendo, posteriormente, libertadas na circulação sanguínea e depois conduzidas por esta até aos órgãos cujo funcionamento e desenvolvimento estimulam.
Cada hormona tem o seu metabolismo próprio, contudo existem pontos comuns ao funcionamento de todas elas: são produzidas a partir de substâncias de natureza química (proteínas e colesterol); existem no organismo em quantidades muito pequenas (alguns microgramas a alguns miligramas por litro de sangue); têm uma duração de vida muito curta (alguns minutos a algumas horas) e são rapidamente catalizadas pelo fígado e eliminadas pela urina ou bílis sob a forma de produtos inactivos.

A tiróide produz dois tipos principais de hormonas: a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3) (hormonas circundantes).





Estas hormonas (T3 e T4) formam-se através da combinação de iodo com a tirosina ( aminoácido) nas células foliculares da tiróide.
A triiodotironina possui três moléculas de iodo na sua constituição enquanto que a tiroxina possui quatro.

Monoiodotirosina + Diiodotirosina = Triiodotironina ( T3)
Diiodotirosina + Diiodotirosina = Tiroxina ( T4)

A tiróide produz maioritariamente tiroxina (T4), que constituem cerca de 80% de hormonas produzidas pela tiróide, os restantes 20% dizem respeito à produção de Triiodotironina(T3).
A hormona T3 é muito mais activa que a hormona T4. Uma grande parte da T3 que actua ao nível das células de todo o organismo resulta da conversão de T4 em T3 em vários órgãos fora da tiróide.
Estas hormonas são insolúveis e para que possam solubilizar-se no sangue é necessária a intervenção de proteínas às quais se ligam para poderem circular nos vasos sanguíneos.
As hormonas tiroideias têm funções muito importantes em todo o corpo incluindo um papel fundamental no crescimento físico e num desenvolvimento mental normal.
As T3 e T4 regulam o metabolismo basal (actividade química das células que liberta energia dos nutrientes ou utiliza essa energia para produzir outras substâncias, como por exemplo proteínas) e intervêm na maturação do sistema nervoso ( uma criança que nasça sem actividade na tiróide, apresentando ausência de tiroxina, sofrerá sempre um elevado atraso mental).




As hormonas tiroideias influenciam o batimento cardíaco, a secreção gástrica e intestinal, o nível de colesterol sanguíneo, o peso corporal, o nível energético, a força muscular, os órgãos reprodutores, a memória e muitas outras funções corporais.
A tiroxina (T4) intervém ainda no controlo dos reflexos e na velocidade dos processos anabólicos (síntese de novas moléculas) e catabólicos (produção de energia a nível celular).

A tiroxina, em virtude de regular a taxa de metabolismo basal, intervém também na regulação da temperatura do corpo, motivo pelo qual os indivíduos que sofrem de hiperactividade da tiróide tendem a ter sempre a sensação de calor.

Assim, sumariamente, pode-se dizer que as hormonas da tiróide têm dois efeitos sobre o metabolismo; estimular quase todos os tecidos do corpo a produzir proteínas e aumentar a quantidade de oxigénio que as células utilizam.



Como se processa o mecanismo de controle da produção de hormonas tiroideias?

Hipótalamo : região do cérebro, aproximadamente do tamanho de uma cereja, situada por detrás dos olhos e por baixo de outra região do cérebro, o tálamo. Tem conexões nervosas com a maior parte das outras regiões do sistema nervoso.




Hipófise: anteriormente designada por glândula Pituitária, a hipófise é a mais importante das glândulas endócrinas. A hipófise regula e controla as actividades de outras glândulas endócrinas. A hipófise é uma estrutura em forma de ervilha suspensa na base do cérebro, logo abaixo dos nervos ópticos, e situa-se numa cavidade do crânio designada por sela turca.


Mecanismo de contra-regulação







A hipófise e o hipotálamo são responsáveis pela regulação dos níveis de hormonas tiroideias no sangue.
Quando o nível de T3 e T4 no sangue diminui, a hipófise produz a hormona estimulante da tiróide denominada tirotrofina (TSH). Esta hormona estimula a tiróide a produzir mais hormonas a fim de regular os níveis das mesmas no sangue. Da mesma forma, quando os níveis de T3 e T4 no sangue são elevados, a hipófise responde a este aumento dos níveis de T3 e T4 através da diminuição da produção de TSH. Pode-se imaginar a tiróide como sendo um forno que produz calor (hormonas) e a hipófise como sendo o termóstato que regula o forno.
Não é apenas a tiróide que é sujeita a uma regulação, por sua vez, a hipófise é regulada pelo Hipótalamo que produz uma outra hormona, a TRH (hormona libertadora da tirotrofina) que “diz” à hipófise para estimular a tiróide ou não. Continuando a mesma analogia, poder-se-á dizer que a tiróide é o forno, que liberta mais ou menos calor (hormonas) em função daquilo que lhe é dito pelo termóstato ( hipófise), que , por sua vez, é regulado por uma pessoa (Hipótalamo).As hormonas estimuladoras da tiróide designam-se trofinas, ou hormonas tróficas.
A tiróide é, por isso, um maestro do corpo humano, pois através da produção de hormonas tiroideias, função pela qual é responsável, regula todo o nosso complexo e distinto organismo.



quarta-feira, 11 de abril de 2007

A importância do iodo

O iodo (I) é um elemento químico que se encontra na natureza em muitos compostos, mas em quantidades mínimas, na forma de iodato de sódio no nitrato-do-chile, na água do mar, nas algas marinhas e nas fontes de águas salinas.

O iodo utiliza-se no fabrico de corantes, medicamentos, desinfectantes e produtos químicos fotográficos.

Dissolvido em álcool, tem grande poder desinfectante, sendo comercializado para o tratamento de feridas na forma de tintura de iodo.

O iodo é um elemento essencial ao bom funcionamento da glândula tiróide e consequentemente de todo o organismo, pois é o principal constituinte das hormonas tiroideias, sendo que as células da glândula tiróide são as únicas capazes de absorver o iodo.

A carência de iodo pode conduzir a patologias da glândula tiróide, tais como o bócio e o hipotiroidismo, na infância a deficiência de iodo pode levar ao atraso no crescimento e na capacidade de aprendizagem das crianças e no feto; no recém-nascido gera retardo mental, surdez, mudez e cretinismo, por outro lado, o excesso de iodo na tiróide pode conduzir ao hipertiroidismo.

É, no entanto, fácil prevenir o défice de iodo no organismo, pois este encontra-se na água, no peixe marinho (perca vermelha, salmão, cavala, bacalhau etc.) e no marisco, bem como em frutas como o ananás, groselhas e ameixas, em legumes (vagem, agrião, cebola, alho porro, rabanete e nabo), leite e ovos de animais criados em localidades próximas do mar ou que recebam ração com iodo.

O sal iodado é também uma importante fonte de iodo para o organismo. Os alimentos transformados na indústria, no entanto, não possuem praticamente iodo na sua constituição, nesse sentido é melhor optar por alimentos frescos ou congelados.


Durante a puberdade, gravidez e menopausa, ou seja períodos em que se sofre grandes alterações hormonais no organismo é importante o aumento do consumo de iodo; como são as mulheres que mais experimentam alterações a este nível, são também elas as mais afectadas com patologias associadas à tiróide, cujos distúrbios afectam três vezes mais mulheres do que homens.













quarta-feira, 21 de março de 2007

TIRÓIDE


Um verdadeiro maestro no corpo humano – assim pode ser considerada a tiróide (ou tereóide), uma glândula que interfere com muitos dos nossos órgãos, do cérebro ao coração, e que está presente nos vários metabolismos do organismo.

Em excesso ou em défice, as hormonas que segrega estão na origem de algumas patologias que afectam sobretudo as mulheres.

Situada na base dianteira do pescoço, sob a pele e por baixo da maçã-de-adão, a tiróide é uma pequena glândula formada por duas metades ligadas entre si de tal forma que parecem a letra H, a essas duas metades damos o nome de lobos (medem cerca de 5 cm de comprimento) e a porção de tecido que os une designa-se de istmo (mede cerca de 1.25 cm).


A tiróide é uma glândula, ou seja, é um grupo de células especializadas que produzem e libertam substâncias químicas como as hormonas e os enzimas, que são utilizadas pelo organismo; a tiróide faz parte do sistema endócrino sendo este constituído por três tipos de estruturas: o hipotálamo, a hipófise e as glândulas endócrinas.



A tiróide possui, no entanto, uma característica que a distingue de todas as outras glândulas endócrinas, a sua capacidade de armazenar o seu próprio produto de excreção. Normalmente a glândula tiróide não se consegue ver e mal se pode palpar.

A tiróide é formada por folículos, por isso, a unidade funcional (básica) da tiróide é o folículo, que é uma única camada de células que rodeiam uma cavidade.

Rica em capilares sanguíneos e linfáticos, esta glândula de cor vermelho escuro, pesa cerca de 18 gramas na mulher e 25 gramas no homem, no entanto, o seu peso e características podem variar consideravelmente em função da idade, do sexo e do estado de nutrição do individuo. A tiróide aumenta de tamanho nas mulheres durante a gravidez e o período de amamentação. As funções da tiróide são produzir, armazenar e libertar para a corrente sanguínea as hormonas tiroideias.


"Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade"

Este projecto tem por objectivo adquirir novos conhecimentos, divulgando as “nossas” pequenas descobertas, para de alguma forma contribuirmos na sociedade em que vivemos; como Neil Armstrong disse um dia: "Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade". Somos cidadãos conscientes, como tal temos o dever de construir uma realidade melhor. Por mais simples que seja a atitude, é sempre um começo e pode ajudar muitas pessoas.

Neste sentido, com vista a elucidar a população, pretendemos publicar, semanalmente, textos informativos acerca dos diversos temas associados à glândula da tiróide.

Pedimos desculpa por qualquer incorrecção, uma vez que somos simples alunos do secundário.


Até breve =)

Era uma vez..

Era uma vez um grupo de alunos (5 gatos pingados) que resolveu ocupar o tempo livre criando uma seca de um blog que no fundo, bem lá no fundo, até tem interesse!!! As Anas Ritas, a Juliana, o João Pedro e um tal de Nuno Duarte decidiram criar este blog, quase, quase perfeito, para divulgarem o seu projecto, " A tiróide sob investigação", no âmbito da disciplina de àrea de projecto e , finalmente, aqui está ele, prontinho a receber comentários, propostas, dúvidas e mesmo críticas, por isso estão a espera de quê??